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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Cleivan Paiva


"Cleivan Paiva é de Simões, Piauí. Cearense por destino. Em sua primeira arribada pousou, de viola em punho, no Cariri cearense. Em Crato, início dos anos setenta, uniu-se a poetas do Grupo de Artes Por Exemplo-principalmente ao poeta Rosemberg Cariry. Nasceram as primeiras parcerias e vieram os tempos dos "Ases do Ritmo", grupo local de bailes, e as apresentações, como compositor, no movimento artístico da região. No violão e na guitarra, Cleivan tecia o fio de sua trajetória musical. Tudo lá, registrado no seu fraseado: do toque seresteiro-herança paterna- à batida de bossa nova; do ponteio da viola de feira àquela escala ao modo de um velho blue; beatlemania, bandas cabaçais, jovem-guarda, rodas de maneiro-pau e tropicália; balacubaco geral que o artista mais atento e inquieto incorpora sem copiar e devolve sob a forma de composições de extrema originalidade. Tudo, enfim, sem render-se aos modismos das chamadas "indústrias de cultura". "Guerra e Paz" é isto aí: uma mostra da materialização dessa longa trajetória sonora, vivenciada na geografia de díspares regiões. Nos anos 70, Cleivan formou, ao lado de Bá Freire, Isânio Santos, Audizio (Tapioca) e Bill Soares (ex- Papa Poluição) - o Ave de Arribação. O grupo arribou mesmo e, fatalmente, atuou em São Paulo; shows no metrô, nas praças e nos teatros da periferia. Quando desfeito, seus integrantes buscaram outros rumos musicais. Cleivan fez (faz) de tudo no ramo; desde gravações, como acompanhante em estúdios, até apresentações em casas noturnas. Também atuou em festivais: na Tupi classificou "Perímetro Urbano" (Nota: Na ocasião defendida por Marku Ribas) , incluída nesse disco (nele rende tributo a Victor Assis Brasil, tocando-a com arranjo do genial saxofonista). Antes disso, participou do Festival Universitário de SãoPaulo, com trabalhos de parceria com Rosemberg Cariry e Ivan Alencar. Conhecíamos Cleivan através de inúmeras fitas que caíam em nossas mãos, neste circuito ultramarginal, revelador das mais ricas reservas musicais que não estão no mercado. Mas, por aí a obra fica escondida e só os mais chegados tem o privilégio de ouvi-la. É necessário, então, romper o cerco imposto pela indústria fonográfica multinacional, aliada a certos impérios da comunicação vendidos aos seus interesses. E pinta o inevitável disco independente ou alternativo. Guerra e Paz é mais um nesta desigual batalha contra os "gigantes" que anunciam um certo "marasmo cultural"no atual momento brasileiro e tiram do colete rendosos modismos musicais que vem "salvar"o país desta suposta indigência criativa . Toda esta farsa se passa na terra de Vandré, Hermeto, Elomar, Cego Oliveira e Chico Maranhão; isto sem falar em tantos outros músicos e compositores de extraordinário talento que só tem suas canções registradas nos cassetes da vida. São os passageiros daquele trem que avança, conforme escreveu Marcus Venícius, "sem chegar a nenhuma estação/de rádio/sem fazer nenhuma parada/de sucesso!" Até quando permanecerá este boicote contra a mais legítima música popular brasileira ? Sabemos apenas que é preciso teimar na resistência, na lutra contra este imperialismo cultural."




Texto de Firmino Holanda escrito em 1984. Atualmente Cleivan Paiva mora no Crato, CE.


Dihelson Mendonça



Em uma carreira musical de mais de 30 anos devotada à música, e considerado um dos grandes pianistas Brasileiros, o tecladista/arranjador/compositor Dihelson Mendonca, nascido em Crato-CE em 1966, já demonstrou o seu talento, tocando lado a lado com os maiores nomes da música Instrumental brasileira, tais como: Hermeto Pascoal, Gilson Peranzzetta, Mauro Senise, Arismar do Espírito Santo, Luciano Franco, Toninho Horta, Vinícius Dorin (Saxofonista), André Marques, Itiberê Swarg (Baixista) , Márcio Bahia (Baterista), Beto Batera ( Irmão do Carlos Bala - baterista ), Carlinhos Patriolino, Márcio Resende, Nenê (Baterista), Fátima Santos (cantora), Lia Chaves (cantora), João Senna ( Sax ), Ricardo Júnior (Pianista e Arranjador da cantora Dóris Monteiro), Cleivan Paiva (Guitarrista com quem mantém um dueto de Jazz), dentre muitos outros. Enormemente aclamado por onde tem passado, Dihelson Mendonca possui um estilo eclético e virtuoso, que de imediato cativa a platéia. Compositor de cunho erudito e profundo pesquisador da música pianística, considera-se principalmente um pianista de Jazz, embora em seus concertos, execute frequentemente obras eruditas, de Bach à Stravinsky, e em especial, Frederic Chopin.



FORMAÇÃO MUSICAL
Dihelson Mendonça iniciou seus estudos de piano clássico na Sociedade de Cultura Artística de Crato-CE ( SCAC ), com a professora Diana Pierre no início dos anos 80. Com raro talento, dsenvolveu rapidamente, e aprendeu a tocar em apenas 3 anos de estudo, peças de enorme dificuldade técnica. Concentrou-se nos românticos, principalmente Chopin. A descoberta do Jazz deu-se por essa época, (1982) ao descobrir por um acaso, um disco do pianista Oscar Peterson, gravado pela “Rádio Canadá Internacional”. “Depois disso nada foi como antes!”, afirma o músico. Em seguida iniciou-se uma grande peregrinação para compreender a sua nova paixão: O JAZZ ! Pelo fato de em sua cidade natal as possibilidades de estudo de Jazz eram escassas, resolveu estudar por conta própria todo o tipo de material relacionado ao estilo, desde trascrições que fazia à partir de discos e fitas, a livros variados e revistas sobre Jazz, como a DownBeat.



Por volta de 1984, chegou a cursar a Universidade Federal da Paraíba, no curso de Engenharia Eletrônica em Campina Grande, mas, o seu amor pela música tocou mais alto, e Dihelson abandonou sua futura carreira de Engenheiro Eletrônico para se dedicar exclusivamente ao Piano. Nessa época, já com sólido embasamento musical e sob influência de músicos modernos como Chick Corea, Bill Evans e Keith Jarrett, formou com o guitarrista paraibano Jocel Fechine e mais quatro integrantes, o seu primeiro sexteto, do qual participaram alguns dos maiores nomes do Jazz do nordeste: Jocel Fechine à guitarra, Fernando Rangel baixista ( músico renomado, e hoje, integrante do grupo Contrabanda do Recife), Fernando trompete, Sérgio Manfredo ao Saxofone, e o grande baterista Giovanni. Esse grupo foi a "sensação" do departamento de Artes DART da UFPB em Campina Grande em 1985/86 onde realizava seus periódicos concertos.



Ainda por essa época, assombrou os alunos da Universidade Federal da Paraíba em João Pessoa, ao se apresentar com o guitarrista Jocel Fechine num concerto-surpresa. Em Campina Grande, estudou com diversos professores, dentre eles, o Prof. Otávio, que havia sido aluno do grande gênio francês Pierre Boulez, considerado um dos pilares da música moderna do século XX.



À partir de 1986 , abandonou de vez a Universidade e tornou-se autodidata, por achar que as universidades brasileiras não continham o estudo musical de que necessitava. Tratou de continuar a sua peregrinacão intensa por livros, discos, e toda espécie de material de pesquisa de Jazz e música contemporânea que persiste até os dias de hoje. Ainda em 1986, firmou seu “Quartel-General” em Crato, sua terra natal, onde formou o primeiro grupo da região especialmente dedicado ao Jazz: O "Cariri Samba-Jazz Quartet" que foi motivo de várias entrevistas em diversos jornais e revistas cearenses. Após o "CSJQ", Dihelson Mendonça se concentrou em seu aperfeiçoamento musical, como professor de Piano, Harmonia de Jazz e improvisação na “Sociedade de Cultura artística de Crato” (SCAC), em 1987, além de gravações em estúdio. No entanto, nunca interrompeu as suas apresentações para convidados seletos que apreciam a música clássica, ou em festivais de MPB, desde Manaus, a Porto Alegre, onde, em 1991, por ocasião do Festival Nacional dos Economiários, participando como arranjador numa música da autoria de Pachelly Jamacaru, o fez ganhar o prêmio de melhor arranjo do festival. Em Porto Alegre, se apresentou informalmente na conceituada sala Tom Jobim, para um público seleto, que o aplaudiu veementemente, então com 24 anos de idade. Em 1989, apresentou-se em Fortaleza com os excelentes músicos Brasileiros Gilson Peranzzetta, e Mauro Senise, que já lhe advertiam de que deveria deixar o Ceará o quanto antes e fazer vôos mais altos, coisa que sempre recusou a fazer.

FONTE: http://dihelson.blogspot.com/
Dihelson Mendonça é Pianista, arranjador, Compositor, Fotógrafo, Videomaker, webdesigner, além de inúmeras outras atividades. Reside atualmente em Crato-CE, onde mantém um grande estúdio de produções audio-visuais, e de onde mantém diversos websites dedicados à promover a Música Instrumental Brasileira, o Jazz, e a música Clássica. Como músico profissional há 20 anos, tem viajado pelo mundo, divulgando a sua arte e sua região, e procurado promover os grandes valores da arte e da cultura. Criador do Blog do Crato, o maior website da região, com mais de 50 escritores e milhares de artigos e membros. Embora sua principal paixão seja o seu Piano, Dihelson Mendonça é artista de múltiplos talentos. Tem se dedicado com grande empenho à arte da fotografia e do vídeo. Atualmente produz vários documentários e CDs em seu estúdio. Dihelson Mendonça é Pianista, arranjador, Compositor, Fotógrafo, Videomaker, webdesigner, além de inúmeras outras atividades. Reside atualmente em Crato-CE, onde mantém um grande estúdio de produções audio-visuais, e de onde mantém diversos websites dedicados à promover a Música Instrumental Brasileira, o Jazz, e a música Clássica. Como músico profissional há 20 anos, tem viajado pelo mundo, divulgando a sua arte e sua região, e procurado promover os grandes valores da arte e da cultura. Criador do Blog do Crato, o maior website da região, com mais de 50 escritores e milhares de artigos e membros. Embora sua principal paixão seja o seu Piano, Dihelson Mendonça é artista de múltiplos talentos. Tem se dedicado com grande empenho à arte da fotografia e do vídeo. Atualmente produz vários documentários e CDs em seu estúdio. Seu site oficial: www.dihelson.com

João do Crato

O mais controverso, intrigante, audacioso e talentoso intérprete da nossa região, representa a  música e cultura do Cariri da forma mais honesta e plena possível. Resgata em seu repertório grandes nomes da MPB, como Marinês e Adonirah Barbosa, compositores ja homenageados pelo João, asim como divulga os grandes nomes da música feita no Cariri, como Abidoral Jamacaru e Pachelly Jamacaru.

Artista na forma mais verdadeira de se fazer, dedica sua vida à música e aos grupos de reisados, sendo padrinhos de alguns, e está sempre envolvido em projetos culturais pelo SESC, CCBNB, é um grande ícone, nas suas interpretações expõe sensualidade, voz e estilo! Orgulho do Crato.

Foto: Samuel, "samuk"

Foto: Dihelson Mendonça

Pachelly Jamacaru

Foto: Dihelson Mendonça

Além de cantor e compositor, ele também gosta de trabalhar com fotografia, principalmente registrando as belas paisagens da região do Cariri onde ele vive e pratica sua arte.


Pachelly Jamacaru é irmão de Abidoral e ao que tudo indica o talento artístico está mesmo em família.


Em 1995, Pachelly gravou o CD “Balaios da Vida” , cuja direção musical dividiu com Dihelson Mendonça, outro talento da música do Cariri. A produção ficou a cargo de Socorro Jamacaru.

Temos também participações muito especiais de outros grandes intérpretes cearenses como Marcus Caffé, Eugênio Leandro , Luis Carlos Salatiel , Lia Chaves, Rossé Sabadia , João do Crato e Abidoral Jamacaru.
Outros músicos que participaram do CD: Aroldo Araújo (baixo), Luizinho Duarte (bateria), Cristiano Pinho (guitarra), Herlon Robson, Melquíades (violão), Dihelson Mendonça (sopros, teclados, arranjo), Lifanco (violão), Edmundo Jr (baixo) e Liduino Pitombeira.

FONTE: http://musicadoceara.blogspot.com/search/label/Pachelly%20Jamacaru


PACHELLY POR DIHELSON MENDONÇA

Pachelly é um daqueles raros exemplos da Arte produzida no Cariri. Atuante em diversas áreas, com 3 belos CDs gravados, elogiadíssimo pela crítica, e inúmeras exposições de seus trabalhos fotográficos, confessa: "Eu não poderia estar mais feliz neste ponto da vida, em que posso compatilhar um pouco da arte que produzo com as pessoas que me são gratas ao longo da vida, embora eu veja que tudo na vida é vaidade, e que o sentido da vida está na nossa capacidade de saber enxergar o mundo através dos melhores ângulos".

E isso, certamente é o que Pachelly Jamacaru sabe fazer de melhor. Através do website regional ZOOMCARIRI, www.zoomcariri.com ,que concentra grande parte dos grandes fotógrafos da região do Cariri, Pachelly Jamacaru se faz notar de imediato, com sua extrema habilidade e conhecimento sobre a arte da fotografia e seu olhar inusitado, que caracteriza os grandes gênios dessa arte. Não foi à toa que recebeu o prêmio de Destaque da concorridíssima revista "FOTOGRAFE MELHOR" por um de seus trabalhos.

BLOG DO PACHELLY: http://pachellyjamacaru.blogspot.com/

Banda cabaçal dos irmãos Aniceto

Irmãos Aniceto


A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto surgiu no século XIX com o agricultor José Lourenço da Silva, que transmitiu seus conhecimentos musicais para filhos e netos. O grupo, sustentado por instrumentos de sopro e percussão, como pífanos, zabumba, caixa e pratos de metal, compõe inspirado no trabalho da roça e na observação do cotidiano da vida do sertão.


Conforme Mestre Raimundo, filho de José Lourenço da Silva, o grupo vem treinando seus herdeiros para montar a banda cabaçal infantil, com meninos de 6 e 7 anos, e assim como aprenderam com o pai, não deixarão a música dos Aniceto desaparecer. Os instrumentos da banda são fabricados por eles mesmos, conforme os segredos que passam de geração para geração.

fonte: http://coletivocamaradas.blogspot.com/



O som que veio da roça e dos Cariris
José Lourenço da Silva, índio Cariri do Ceará, possuía a alcunha de Aniceto e conhecia o Pife havia tempos. Fundou a Banda Cabaçal Irmãos Aniceto ainda no século XIX.
Foi ouvindo o pai tocar que os filhos aprenderam. Raimundo, Antônio José, João José, Benedito e Cícero tocam adiante hoje a banda. (Cabaçal é sinônimo de banda de Pife naquela região do país)
Os integrantes levam a tradição familiar adiante e ensinam os parentes próximos. Segundo o filho Raimundo, já tem gente da quarta geração da banda tocando. Recentemente criaram a banda-mirim, com as crianças que já demonstram incrível talento.
Raimundo fabrica os instrumentos do grupo, que já tocou no exterior apresentando a cultura do Pife. As apresentações do grupo incluem danças incríveis, com agilidade impressionante, apesar da idade avançada de alguns dos integrantes.
O jornalista Pablo Assumpção escreveu um livro chamado “Anicete – quando os índios dançam” que diz que a banda reúne “atores que desempenham uma performance única e que mescla o passo matreiro e intuitivo de cada um com modos ancestrais de dançar e imitar animais, aprendidos com as gerações indígenas da família. É essa performance que evolui em danças e trejeitos bem particulares que os diferencia de qualquer outra banda. Uma espécie de ritual secular que apresenta a força das coisas inéditas”.





(Foto: Antônio Vicelmo, Diário do Nordeste)
Homem simples da roça, seu Raimundo deu entrevista à página virtual Overmundo (Aqui: http://www.overmundo.com.br/overblog/mestre-raimundo-irmao-aniceto). Aqui estão alguns trechos:


“Foi meu pai quem me ensinou como os índios dança. Meu pai ensinou o Corta Tesoura, o Pula Cobra, o Trancelim…
A gente toca pra tudo, a gente toca pra igreja, a gente toca em procissão, nós temos nove noites de novena, em capela a gente toca, em renovação, toca em casamento, pra batizado, aniversário… Nós toca pra tudo, até pra quem já morreu…
Rapaz, eu tenho um comerciozinho, é fraquinho, é só comércio de farinha e goma. Tá fraco, não tem mais comércio não, tá fraquinho. Cinco horas da manhã eu tô armando a barraquinha na feira, fico até cinco horas da tarde, é o dia todim…
A música não sustenta não. A gente ama a música que a gente aprendeu, mas pra viver não dá não. A maior força da gente é a roça, a cultura. Os cachê é pouquinho, não dá pra sobreviver não. Um cachê da banda vai todim. A roça é a maior força da gente…
A roça era na terra dos outros. Nós não tem terra não. Nós pega um pedacinho de terra e planta na terra dos outros.Mas trabalhar na terra dos outros é fraco, viu? Porque a gente não tem condições de comprar um pedacinho de terra pra trabalhar, aí é o jeito trabalhar na terra dos outros”


FONTE: http://pifebrasileiro.wordpress.com/2008/06/12/banda-cabacal-irmaos-aniceto/
As bandas cabaçais, como a dos Irmãos Aniceto, são assim chamadas porque, antigamente, a zabumba era feita de cabaça e coberta com pele de bode ou carneiro

REPERTÓRIO DO DVD GRAVADO  COM A ORQUESTA DE CÂMARA ELEAZAR DE CARVALHO


Título das obras, autores e arranjadores
1- Asa Branca-(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Arr. Liduino Pitombeira)

2- Mulher Rendeira (Radamés Gnatalli)

3- Marcha de Chegada

4- Alvorada Cabocla

5- Forró do Mestre Antonio (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima):


6- Bendito de São José

7- Marcha Batida


8- Choro Esquenta Muié


9- Baião Velho. (Irmãos Anicetos - Arr. Tarcísio Lima)


10- Forró Pesado(Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)


11- Baião Pescador (Irmãos Anicetos - Arr. Marco César)


12-Macha estradeira


13-Baião trancelim


14-Dança do marimbondo


15-Severino Brabo


16-Briga de Galo


17-Quilariô


18-Macha Saideira

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Abidoral Jamacaru




Retrato do artista por si mesmo


Abidoral Jamacaru é engraçado, porque envolve vários aspectos, aspecto histórico, aspecto antropológico, sociológico, filosófico, religioso... Eu acho que eu sou uma soma, como todo mundo, não sou especial não, um somatório de todas essas coisas. Mas uma pessoa que nasceu numa cidade do interior do Nordeste e a princípio pensava que o Crato era uma grande cidade, porque a nível de Ceará ela se destaca. Mas que é uma cidade pequena, relativamente pequena, e teve a felicidade de despertar em algumas pessoas um senso artístico, do qual eu me beneficiei.
Me envolvi na música, não sei nem dizer, foi circunstancial, fui me envolvendo, quando percebi já tava lá dentro. Sou uma pessoa que tem uma pendência para a questão mística também, não gosto muito de falar disso, mas já que se trata de um documento que tô considerando importante, vou colocar esse dado. Muitas vezes as pessoas não compreendem isso, até zombam de certo modo, mas eu tenho muito esse lado de atentar pro lado místico das coisas.
Sou muito voltado, apreciador da arte em todos os sentidos. Filosoficamente, parto do princípio de que o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Você tem que fazer a vida a partir do instante que você está vivendo.
Claro que a vida depende do que passou, você realizar no presente uma coisa que vá vingar no futuro. Essa relação do tempo acaba existindo. Você não pode desprezar o passado nem o futuro. Mas é importante você viver com todas essas letras o presente, sem se apegar ao passado e ao futuro. Abidoral é uma pessoa meio fora do tempo e, ao mesmo tempo, dentro do tempo, em outro sentido. É meio complicado´.


DALWTON MOURA


Repórter

FONTE:http://abidoraljamacaru.blogspot.com/
O DISCURSO
( De repúdio aos maus políticos )






Abidoral Jamacaru

Você diz que a sua idéia galopa veloz

porque a força da grana

virou seu corcel.

O seu estandarte é mais alto que o céu,

e a sua pistola só cospe sentença.

Por isso você pensa,

que é só você que pensa

é você só que pensa...

é você só que pensa...

é você só que pensa...

Eu escarro na sua retórica,

pois ela exala o odor do enxofre,

e a mim não engana!

Isso tá muito evidente.

A sua patente é sabor de suspeito.

você me acua...eu lhe mostro os dentes!



Não me venha que o mundo é sinistro

Eu já não trajo nada

você traja ministro

seu olhar é rubi,

o meu é de lança.

isso tudo é uma dança

Você sonha que eu durmo ?

Eu durmo acordado!

Você está de pijama?

Eu te vejo fardado!

Se você pensa que eu sou maluco,

você pensou certo!

Isto é um jogo aberto,

eu não trago bandeira

a parte que eu gosto do abismo, é a beira!

Não sou profeta,

Tampouco discípulo

vê se mata a charada,

pois eu já te devoro...

eu já te devoro!



Não se assuste!

Isso já passa...

depois, vem pior!

Já sofri feito Jó

e não estou mais disposto

a ficar todo roxo

de levar porrada

eu lhe grito no ouvido

- não levo mais nada -

se quiser deixe escrito

não sou Deus nem diabo...

nem um pé de quiabo...

não sou Deus nem diabo,

nem um pé de quiabo...

...

...